eu prometo que assim que tiver acesso à internet lá eu continuo o meu blogue =) conto tudo tudo o que lá se passa =)
é tão complicado escolher o que levar!!! nem sei, acho que não levo nada e a mala já tem peso a mais!!! olho para o guarda-fato e ainda está cheio... lol não sei... e as minhas botas??? não cabem na mala! vão ficar todas enfiadas, confinadas ao armário...
e os livros na estante? vão ficar a apanhar pó...
bem, enfim, c'est la vie =)
sábado, 3 de outubro de 2009
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
quando Nietzsche chorou
"ninguém deseja ajudar os outros, afirma; pelo contrário, as pessoas apenas desejam dominar e aumentar o seu próprio poder." pg 27
"-tenho períodos negros. Quem não os tem? Mas eles não me possuem. Eles não pertencem à minha doença, mas ao meu ser. Poder-se-ia dizer que tenho a coragem de os ter." pg 66
"Atinge-se a verdade - continuou Nietzche - através da descrença e do cepticismo e não do desejo infantil de que uma coisa aconteça de certa maneira! O desejo do seu paciente em estar nas mãos de Deus não é verdadeiro. É simplesmente um desejo infantil e nada mais! É um desejo de não morrer, o desejo do eterno mamilo intumescido que classificamos como "Deus". A teoria da evolução demonstra cientificamente a redundância de Deus, embora o próprio Darwin não tivesse coragem de levar as evidências até à sua verdadeira conclusão. Certamente, o senhor tem de entender que nós criámos Deus e que todos nós, agora em conjunto, o matamos." pg 78
"«Os pensamentos são as sombras dos nossos sentimentos: cada vez mais escuros, vazios e simples». «hoje em dia, já ninguém morre devido a verdades fatais; existem antídotos em demasia»" pg 87
"A vida é um exame sem respostas certas. Se fosse possível começar tudo outra vez, acho que faria exactamente a mesma coisa, cometeria os mesmos erros. Um dia destes, imaginei um bom enredo para um romance. Ah! se eu fosse escritor! Imagine o seguinte: um homem de meia-idade que viveu uma vida insatisfatória, é abordado por um génio que lhe oferece a oportunidade de voltar a viver a sua vida, mantendo plena memória da vida anterior. É claro que aproveita a oportunidade. Mas, para seu espanto e horror, descobre que está a viver a mesma vida: a fazer as mesmas escolhas, a repetir os mesmos erros, a abraçar as mesmas falsas metas e falsos deuses. [...]
-Metas? As metas estão na cultura, no ar! Nós respiramo-las. Todas as crianças com quem cresci inalaram as mesmas metas. Todos queríamos sair do gueto judaico, subir na vida, ter sucesso, riqueza, respeitabilidade. era o que todos queríamos! nunca nenhum de nós se pôs deliberadamente a escolher metas, elas estavam mesmo ali, as consequências naturais do meu tempo, o meu povo, a minha família. [...]
-O indivíduo não selecciona conscientemente as suas metas de vida: estas são um acidente da história, não são?
-Não tomar posse do seu plano de vida é deixar que a sua existência seja um acidente.
- Mas - protestou Breuer - ninguém desfruta de tal liberdade. Não pode fugir da perspectiva da sua época, da sua cultura, da sua família, do seu..." pg 198,199
"A filosofia dele era sobre a vida e para a vida. As melhores verdade - dizia sempre - era verdades sangrentas, extraídas da experiência de vida da própria pessoa." pg 207
"- Claro que sofre, é o preço de ter visão. Claro que sente medo, viver significa correr perigo." pg 209
"Quis apenas dizer que, para se relacionar planamente com o outro, precisa primeiro de se relacionar consigo mesmo. Se não conseguimos abraçar a nossa própria solidão, usaremos simplesmente o outro como um escudo contra o isolamento. Só quando se consegue viver como a águia, sem absolutamente qualquer público, se consegue voltar para outra pessoa com amor; só então se é capaz de preocupar com o engrandecimento do outro ser humano." pg 292
by Yalom, Irvin D. in Quando Nietzsche chorou
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
de volta...

de volta ao mundo normal,
de volta às pessoas parvas, que não têm mais nada para fazer do que chatear os outros
"ah e tal, eu levanto-me e vou imbirrar com o primeiro que aparecer", poupem-me, procurem ajuda nalgum lado... não tenho de levar com estas merdas!
de volta a casa com o gato à procura de miminhos...
de volta
quero regressar aos tempos em que não tinha responsabilidades e ser novamente livre
de volta com a cabeça às voltas
penso penso penso e não sei mais que pensar
se explodo, vai tudo à frente
se não o faço, ando num mau estar que nem eu própria me suporto
queres companhia? nem por isso!
é o máximo depois de um dia exasperante de trabalho
é exactamente a resposta que esperava ouvir
fds pa isto tudo
domingo, 12 de julho de 2009
bob
http://www.youtube.com/watch?v=eeqKtHNicAI
é dos sons mais fixes que ouvi ultimamente!! curti para bués!!!
é dos sons mais fixes que ouvi ultimamente!! curti para bués!!!
sábado, 4 de julho de 2009
a bruxa de oz
“- não queres esperar pelos jornais da manhã para ver o que dizem? Se é que dirão alguma coisa?
- tu depois mandas-me um. Não, tenho de ir, estou a precisar de ar fresco. Avaric, madame, amigos, foi uma surpresa e, suponho, um prazer. – Mas sentiu um certo ressentimento ao dizê-lo.
- um prazer para alguns – disse a esposa do margrave, que não apreciou nada a conversa. – parece-me impróprio falar sobre o mal durante toda uma refeição. Estraga a digestão.
- ora, ora – contrapôs a Bruxa -, será que só na juventude é que nos é permitido ter a coragem de fazermos a nós mesmos perguntas assim tão sérias?
- bom, eu fico-me pela minha sugestão – respondeu Avaric. – o mal não é cometer más acções, é sentirmo-nos mal depois das cometermos. Não existe nenhum valor absoluto inerente ao comportamento. Em primeiro lugar...
- inércia institucional – reinvidicou a Bruxa. – mas, afinal de contas, o que é que tem o poder absoluto assim de tão encantador?
- é por isso que eu digo que se trata apenas de um padecimento da psique, como a vaidade ou a ganância – aventou um magnata do cobre. – e todos sabemos que tanto a vaidade como a ganância podem dar origem a resultados espantosos nas relações humanas, nem todas repreensíveis.
- é uma ausência do bem, nada mais – argumentou a sua amante, uma colunista do Informer de Shiz. – a sua natureza do mundo é ser calmo e engrandecer e apoiar a vida, e o mal é uma ausência da inclinação natural da matéria para estar em paz.
- disparate – contrapôs Avaric. – o mal é um estádio primevo do desenvolvimento moral. Todas as crianças são más por natureza. Os criminosos são apenas aqueles que não progrediram...
- penso que seja uma presença, não uma ausência – interrompeu um artista. – o mal é uma personagem escarnada, um incubo ou um súcubo. É um outro e não nós.
- nem sequer eu? - respondeu a Bruxa, desempenhando o papel mais convincentemente do que esperava – uma assasina autoconfessa?
- ora, ora – respondeu o artista. – todos nós nos mostramos sob o nosso melhor ângulo. E isso é apenas uma vaidade normal.
- o mal não é uma coisa, não é uma pessoa, é um atributo, como a beleza...
- é um poder, como o vento...
- é uma infecção...
- é metafísico, essencialmente: a corruptibilidade da criação...
- assim sendo, culpemos o Deus Inonimado.
- mas será que o Deus Inonimado criou o mal intencionalmente, ou terá sido um mero erro cometido durante a criação?
- não é uma coisa do etéreo e da eternidade, o mal. Pertence à esfera do terreno, é físico, uma desarticularção entre os nossos corpos e as nossas almas. O mal é inanemente corpóreo, são seres humanos a causar dor uns aos outros, nem mais nem menos...
[...]
- não, estão todos errados, a nossa religião de infância é que é certa: o mal é, no seu âmago, moral... é a escolha do vício em detrimento da virtude. Podem fazer de conta que não o sabem, podem racionalizar a questão, mas, na vossa consciência, sabem que é assim...
- o mal é uma acção, não um apetite. Quantos de nós não desejámos já cortar a goela a algum conviva menos agradável sentado à nossa frente numa mesa? [...] toda a gente tem esse apetite. Se cedermos a ele, isso sim, esse acto, é que é maléfico. O apetite, o desejo, é normal.”
in "a bruxa de oz", Gregory Maguire, pag 447, 448
esta é uma das minhas passagens preferidas do livro que o Chicken me emprestou!!
dá que pensar sobre "o mal". é algo que nasce com todos, mas todos temos a opção de o prender dentro da nossa maneira de ser ou de o trazer à superfície agindo através dele...
- tu depois mandas-me um. Não, tenho de ir, estou a precisar de ar fresco. Avaric, madame, amigos, foi uma surpresa e, suponho, um prazer. – Mas sentiu um certo ressentimento ao dizê-lo.
- um prazer para alguns – disse a esposa do margrave, que não apreciou nada a conversa. – parece-me impróprio falar sobre o mal durante toda uma refeição. Estraga a digestão.
- ora, ora – contrapôs a Bruxa -, será que só na juventude é que nos é permitido ter a coragem de fazermos a nós mesmos perguntas assim tão sérias?
- bom, eu fico-me pela minha sugestão – respondeu Avaric. – o mal não é cometer más acções, é sentirmo-nos mal depois das cometermos. Não existe nenhum valor absoluto inerente ao comportamento. Em primeiro lugar...
- inércia institucional – reinvidicou a Bruxa. – mas, afinal de contas, o que é que tem o poder absoluto assim de tão encantador?
- é por isso que eu digo que se trata apenas de um padecimento da psique, como a vaidade ou a ganância – aventou um magnata do cobre. – e todos sabemos que tanto a vaidade como a ganância podem dar origem a resultados espantosos nas relações humanas, nem todas repreensíveis.
- é uma ausência do bem, nada mais – argumentou a sua amante, uma colunista do Informer de Shiz. – a sua natureza do mundo é ser calmo e engrandecer e apoiar a vida, e o mal é uma ausência da inclinação natural da matéria para estar em paz.
- disparate – contrapôs Avaric. – o mal é um estádio primevo do desenvolvimento moral. Todas as crianças são más por natureza. Os criminosos são apenas aqueles que não progrediram...
- penso que seja uma presença, não uma ausência – interrompeu um artista. – o mal é uma personagem escarnada, um incubo ou um súcubo. É um outro e não nós.
- nem sequer eu? - respondeu a Bruxa, desempenhando o papel mais convincentemente do que esperava – uma assasina autoconfessa?
- ora, ora – respondeu o artista. – todos nós nos mostramos sob o nosso melhor ângulo. E isso é apenas uma vaidade normal.
- o mal não é uma coisa, não é uma pessoa, é um atributo, como a beleza...
- é um poder, como o vento...
- é uma infecção...
- é metafísico, essencialmente: a corruptibilidade da criação...
- assim sendo, culpemos o Deus Inonimado.
- mas será que o Deus Inonimado criou o mal intencionalmente, ou terá sido um mero erro cometido durante a criação?
- não é uma coisa do etéreo e da eternidade, o mal. Pertence à esfera do terreno, é físico, uma desarticularção entre os nossos corpos e as nossas almas. O mal é inanemente corpóreo, são seres humanos a causar dor uns aos outros, nem mais nem menos...
[...]
- não, estão todos errados, a nossa religião de infância é que é certa: o mal é, no seu âmago, moral... é a escolha do vício em detrimento da virtude. Podem fazer de conta que não o sabem, podem racionalizar a questão, mas, na vossa consciência, sabem que é assim...
- o mal é uma acção, não um apetite. Quantos de nós não desejámos já cortar a goela a algum conviva menos agradável sentado à nossa frente numa mesa? [...] toda a gente tem esse apetite. Se cedermos a ele, isso sim, esse acto, é que é maléfico. O apetite, o desejo, é normal.”
in "a bruxa de oz", Gregory Maguire, pag 447, 448
esta é uma das minhas passagens preferidas do livro que o Chicken me emprestou!!
dá que pensar sobre "o mal". é algo que nasce com todos, mas todos temos a opção de o prender dentro da nossa maneira de ser ou de o trazer à superfície agindo através dele...
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